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Demissões: Mais de 50 servidores concursados são demitidos em Caririaçu
17 de março de 2017 às 10:03

O Diário Oficial do Município desta quarta-feira (15), publicou demissão de 52 servidores públicos concursados na cidade de Caririaçu. Os funcionários exonerados estavam lotados em diversas secretarias. Segundo informações, uma audiência no Ministério Público acontece na próxima segunda-feira (20), para tratar do caso.

Abaixo PDF com o Diário Oficial:

O vereador Ailtom da Miragem em entrevista ao Site Miséria, contou que há um mês funcionários da prefeitura haviam solicitado a documentação dos servidores concursados. Após 30 dias, apenas três continuam no cargo, nenhuma delas foi oposição no ano passado.”, destaca o vereador.

Uma escola pública teve três funcionários demitidos. Servidores alegam que o quadro efetivo já era enxuto ao máximo., e que agora o equipamento ficará prejudicado pela falta de professores.

Há a informação também que a demissão em massa assinada pelo prefeito Edmilson Leite Barbosa deu-se pelo excesso de funcionalismo e portanto, havia a necessidade do corte. O que não está confirmado, entretanto, é a legalidade da ação, já que esses servidores participaram de processo seletivo ainda na gestão passada para que pudessem ocupar os cargos.

Vereadores da oposição entraram em contato com assessoria jurídica para viabilizar o suporte aos servidores. “Nós queremos mostrar ao povo que estamos do lado deles, não podemos admitir que sejam demitidos concursados para dar lugar a prestadores de serviço”, declarou um deles.

O Procurador Geral do Município de Caririaçu, Maylson Paulo Leite de Lavor, comentou a versão da gestão em relação às exonerações. Ele alegou que as demissões aconteceram após apuração de irregularidades no ato da nomeações dos servidores: “essas convocações aconteceram no ano passado, durante período eleitoral, o que é proibido”, disse o procurado.

Maylson relatou também que neste concurso foram convocados os aprovados, além dos candidatos que constavam no cadastro de reserva datado de 2012, o que, segundo ele, não é lícito. O Procurador finaliza destacando que, para que esses servidores fossem chamados a assumir o cargo, deveria existir as vagas para serem preenchidas, e não era o caso, infringindo, assim, a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Com Parceria Site Miséria.com.br

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