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Em debate no SBT, candidatos mantêm PT no alvo e atacam polarização
27 de setembro de 2018 às 07:00
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O debate eleitoral promovido pelo SBT na tarde desta quarta-feira 26, o quinto entre os presidenciáveis na televisão, foi marcado por críticas da maior parte dos candidatos ao PT e por defesas de uma alternativa à polarização entre o partido de Fernando Haddad e o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Ex-ministros do governo Lula, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) procuraram se distanciar do partido, em estratégia que denota busca por eleitores mais moderados. Marina afirmou que não apoiaria a legenda que integrou até 2009 por ela ter sido “reprovada pela Operação Lava Jato”. Ciro, por sua vez, diz que “prefere” governar sem a participação de quadros do PT.
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Alvaro Dias (Podemos), em pergunta para Haddad, chamou o ex-prefeito de “representante do preso em Curitiba” e fez diversas menções ao “Caso Celso Daniel”, do ex-prefeito de Santo André morto em 2001 após denunciar um esquema de corrupção no ABC paulista e que, vira e mexe, retorna nas críticas ao petismo.

Em suas considerações finais, o candidato do PDT pediu aos eleitores que “não votem contra um candidato” – Haddad ou Bolsonaro – mas sim em favor de propostas, atuando para evitar o possível voto útil de eleitores à esquerda no PT contra o presidenciável do PSL e no capitão da reserva contra o ex-prefeito de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB), por outro lado, não tentou necessariamente desmobilizar o voto antipetista que hoje está com Bolsonaro, mas apenas direcioná-lo para ele, sobre a alegação de que ele seria capaz de derrotar Haddad no segundo turno. Alckmin definiu o petista como o “responsável por tudo isso” e o postulante do PSL como o “candidato da discriminação”.

Guilherme Boulos (PSOL), que estacionou na faixa de 1% com o crescimento de Fernando Haddad, pediu que os brasileiros votem “no que acreditam” e que ele é capaz de combater o “sistema político falido”. Marina Silva apostou no voto feminino para reagir, mencionando propostas para as mulheres em praticamente todas as oportunidades em que participou do debate.

Precisando reagir, após cair de cerca de 12% para em torno de 5% em um período de duas semanas, ela também anunciou que vai propor um projeto de “poupança” para jovens, pago pelo governo, durante o Ensino Médio. Henrique Meirelles (MDB) criticou o “ringue” de ataques entre os adversários e, mais uma vez, tentou se descolar do governo do presidente Michel Temer (MDB) e se apresentar como um político experiente. Em suas participações, o candidato Cabo Daciolo (Patriota), assim como em debates anteriores, falou sobretudo de religião e adotou um discurso contra o sistema atual, contestando a legitimidade das urnas eletrônicas e os fundos partidário e eleitoral.

Fonte: Veja

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