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Moro e advogado de Lula discutem em audiência com Marcelo Odebrecht
12 de abril de 2018 às 08:37
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Durante o depoimento do empresário Marcelo Odebrecht a Sérgio Moro, nessa quarta-feira (11), houve discussão entre o advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, e o juiz, responsável pela Lava Jato em primeira instância.

A audiência se refere ao inquérito que apura a doação de um terreno ao petista, que teria sido feita pela empreiteira como pagamento de propina.

Logo no início da oitiva, o advogado lamentou não ter tido acesso a todos os arquivos da Odebrecht, ao que Moro retrucou: “Mas aí é um pouco uma brincadeira da defesa”, disse o magistrado, acrescentando que aquela audiência estava sendo realizada a pedido da defesa, que apresentou perguntas na petição, mas não quis fazê-las.

Zanin reagiu: “Brincadeira não é”.

“A defesa apresenta uma petição, com questões escritas, dirigidas ao senhor Marcelo Odebrecht, pedindo que sejam respondidas. Aí o juízo, bem… a pessoa quando é acusada, ela é ouvida oralmente no processo. Logo, o juiz marca uma audiência para as perguntas serem realizadas. Agora a defesa vem e diz que não quer fazer as perguntas”, indigna-se o juiz.

“A defesa não teve acesso ao material. Vossa excelência pode verificar”, justifica o advogado. “A defesa tinha feito as perguntas na petição. Está na petição, apresentou por escrito”, diz Moro.

Eles seguem discutindo até que o juiz questiona: “Pelo que eu entendi, a defesa não tem perguntas, é isso?”. O defensor volta a dizer que não viu as mensagens e pede o acesso à íntegra.

“Essa é uma coisa, outra coisa são as perguntas que a defesa formulou por escrito dirigidas ao senhor Marcelo Odebrecht e que motivou a designação dessa audiência. As defesas estão na petição, eu posso ler pro doutor se há dificuldade para fazer as perguntas (…)”, diz Moro.

“Sem acesso, é… vossa excelência tem sempre gentis palavras para dirigir a defesa”, afirma Zanin.

A discussão segue até que Moro afirma que vai prosseguir com a audiência, de acordo com informações do portal G1. Depois, o juiz libera o acesso a todo o conteúdo do HD de Marcelo Odebrecht, de onde vieram os e-mails anexados ao processo relacionado ao Instituto Lula.

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