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Salário mínimo subiu 77% ao longo de 14 anos
2 de maio de 2016 às 07:38

De acordo com o Ministério do Trabalho, a renda dos brasileiros neste período superou a inflação, em média, 60%

29 de Dezembro de 2014. Dinheiro, Real - negocios - 02ne2024 - NLVL

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Brasília. O salário mínimo subiu 77,18% acima da inflação desde 2002, passando de R$ 496 (atualizado pela inflação) para R$ 880 em 2016. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a valorização alcança 48,3 milhões de pessoas, que têm seus rendimentos referenciados no mínimo.

Em 2017, o mínimo deve ser reajustado para R$ 946, conforme a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Somente neste ano, conforme Dieese, o reajuste deve injetar R$ 57 bilhões na economia brasileira.

Em mensagem divulgada ontem, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, diz que a classe trabalhadora teve “direitos importantes melhorados” e ressalta que “este 1º de maio será um dia de luta pela democracia e pelos direitos sociais conquistados”.

“O salário mínimo tem garantido uma política de valorização, que fez com que, ao longo desses últimos anos, crescesse mais de 80% acima da inflação e, por iniciativa da presidenta Dilma, esta política de valorização de crescimento e garantia do salário mínimo está garantida até 2019. A renda do nosso povo, em média, subiu mais do que 60% acima da inflação. Todos ganharam”, enfatiza o ministro na mensagem.

Valorização

Segundo o ministério, a política de valorização do mínimo também impacta os benefícios da Previdência Social, já que cerca de 70% dos beneficiários recebem o piso – contingente de 22,5 milhões de pessoas. Em dez anos, o valor médio das aposentadorias, por exemplo, já acumula ganho real de 34,7%. “A Previdência Social ampliou, acolheu mais e mais trabalhadores e trabalhadoras. Em março deste ano, 33 milhões de brasileiros e brasileiras receberam benefícios sociais”, afirma Rossetto.

Em 2014, caso os benefícios da Previdência Social não fossem pagos, 26 milhões de pessoas entrariam na faixa da pobreza – e não haveria uma redução de 13,3% entre os mais pobres. Os dados são de estudo do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014.

“Tivemos um ano de 2015 difícil, nossa economia parou de crescer. Problemas provocados pela crise internacional, problemas internos e por essa artificial e irresponsável crise política não ajudaram em nada o nosso País. Mesmo diante dessas dificuldades, temos que comemorar as nossas conquistas, que foram muitas, temos que trabalhar para que elas sejam preservadas. Não vamos aceitar que interesses políticos, interesses econômicos, que não são os interesses da classe trabalhadora, destruam aquilo que foi conquistado com muito trabalho e com muita dedicação”, destaca Rossetto.

Fonte: Diário do Nordeste.

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